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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Soito - a CM Góis pede reconhecimento como aldeia de xisto

A Câmara Municipal de Góis solicitou às entidades competentes a integração do Soito na rede de aldeias de xisto, conforme extrato da Ata da reunião da CM Góis de 10 de janeiro de 2012, que a seguir se publica:



“2.5. COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DO SOITO/INTEGRAÇÃO NAREDE DAS ALDEIAS DO XISTO E NOS PROJETOS DE ANIMAÇÃO DASALDEIAS - A senhora Presidente deu conhecimento ao Executivo do interesse manifestado pela Comissão de Melhoramentos do Soito em integrar a aldeia de Soito na Rede das Aldeias do Xisto, bem como, nos Projetos de Animação das Aldeias, tendo informado das diligências tomadas junto das Entidades competentes para o efeito, referindo que se aguarda pela resposta dessas mesmas Entidades.

O senhor Vereador Diamantino Jorge Simões Garcia referiu que a aldeia do Soito poderia primar pela diferença, naturalmente naquilo que está padronizado nas aldeias do xisto, nomeadamente no que concerne ao tipo de produtos que se oferece a quem por ali passa, sendo sua opinião que esta aldeia poderia ter uma dinamização diferente”.

Vamos esperar que este sonho se torne uma realidade para a nossa aldeia, pois esta seria a melhor forma de assegurar o seu futuro, assegurando condições para que pessoas jovens ali possam residir.

António Duarte

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Festival da Diversidade Cultural, Soito, 1 de Outubro de 2011

Decorreu no Soito (Colmeal / Góis), o primeiro Festival da Diversidade Cultural, envolvendo gastronomia de 4 países, música e outros divertimentos, bem como a venda de artesanato e produtos da terra.

Inserida neste evento tivemos, também, a inauguração de mais uma fase do “projecto de valorização do espaço público do Soito”, da autoria dos nossos associados e membros dos órgãos sociais, Liliana Santos e Humberto Sobreira, que inclui protecções em madeira, jardinagem, sinalética e percursos pedestres, com investimento global da ordem dos 10 mil euros e actualmente concluído em cerca de 80%.

Aquele projecto integra um protocolo entre a Comissão de Melhoramentos do Soito e a Câmara Municipal de Góis, cujo contributo financeiro é da ordem de 15% do investimento previsto.

A referida inauguração contou a presença da presidente da Câmara Municipal de Góis, Drª. Maria de Lurdes Castanheira, que aproveitou, também, para verificar in loco a evolução das obras de repavimentação da aldeia, na sequência da requalificação da nova rede de água que este ano teve lugar. Esteve igualmente presente todo o executivo da Junta de Freguesia do Colmeal, liderado por Carlos de Jesus.

Numa breve cerimónia que teve lugar após a referida inauguração, em que foi também invocado o 57º aniversário da Comissão de Melhoramentos do Soito e prestada homenagem aos sócios fundadores na pessoa de José Nunes de Almeida, actual presidente do Conselho Fiscal e único fundador ainda vivo, o presidente da Direcção António Duarte, destacou a importância da inauguração que ali teve lugar, por constituir mais um passo no importante processo de renovação / valorização da aldeia do Soito, tornando-a mais atractiva e com melhores condições de vida.

Nesta sequência salientou que, após um período de longo período de abandono, impulsionado, também, pelo incêndio que há cerca de duas décadas ali destruiu várias casas, o Soito, graças à actividade da sua Comissão de Melhoramentos na última década, bem como aos investimentos privados efectuados na recuperação tradicional de habitações e mais recentemente aos investimentos em curso por parte da CM Góis, está hoje numa fase de ampla recuperação, tendo invertido significativamente a tendência de desertificação humana a que vinha assistindo, uma vez que no último ano triplicou o número de residentes, a maioria dos quais ainda relativamente jovens.

Salientou e agradeceu na pessoa da Drª. Lurdes Castanheira, o importante investimento que a Câmara Municipal de Góis está a efectuar na aldeia, através da colocação de uma nova rede de água e reposição / renovação das calçadas existentes, agradecendo, na pessoa da Senhora Presidente da Câmara ali presente, todo este investimento, bem como o restante apoio recebido daquela autarquia, designadamente no âmbito do protocolo celebrado com a Comissão de Melhoramentos do Soito no âmbito do “projecto de valorização do espaço público do Soito”. Os agradecimentos foram também extensivos à Junta de Freguesia do Colmeal, na pessoa do seu Presidente Carlos de Jesus, pelos investimentos que efectuou / pensa efectuar na aldeia.

Por fim salientou que numa fase de incerteza resultante da crise que o país vive e pela reforma do poder local que agora se inicia, estamos certos que tanto a Drª. Lurdes Castanheira, pela sua capacidade de trabalho, empenho e optimismo, bem como o senhor Carlos de Jesus pelo bom trabalho demonstrado, farão tudo o possível para garantir o dinamismo de que o nosso Concelho e em particular a Freguesia do Colmeal necessitam.

Terminou as suas palavras referindo que não obstante as contrariedades do actual momento que o país vive, a que a Comissão de Melhoramentos do Soito não é imune, esta fará tudo o que estiver ao seu alcance para continuar a melhoria das condições de vida na aldeia, uma vez que ainda há muito para fazer.

Seguiu-se a intervenção da senhora Presidente da CM de Góis, Drª. Maria de Lurdes Castanheira que, após ter saudado os presentes e mostrando palavras de apreço pelos que no passado fundaram a Comissão de Melhoramentos do Soito, salientando o nome de José Nunes de Almeida que há 57 anos integra os corpos sociais desta associação, reconheceu as profundas mudanças a que, na última década tem assistido a aldeia do Soito, após um longo período de marasmo, justificando por isso o investimento na nova rede de água e renovação das calçadas que a Câmara ali está a efectuar.

De seguida elogiou o querer, o esforço e o optimismo demonstrado por esta associação em transformar o Soito na aldeia que hoje é que, em seu entender é uma verdadeira aldeia de xisto, sem subsídios, apenas necessitando de ser reconhecida como tal para integrar o circuito das aldeias do xisto, prometendo enveredar os necessários esforços nesse sentido.

Referiu ainda que os apoios dados pela Câmara Municipal de Góis às obras promovidas pela Comissão de Melhoramentos do Soito, tem sido pequenos contributos face ao esforço de investimento efectuado na aldeia por esta associação, cujos dirigentes sempre se manifestaram contra a chamada subsídio dependência.

Assinalou também, a importância e significado do evento promovido, salientando o significativo número de pessoas ali presente que aparentemente contrariavam a desertificação humana que afecta a nossa zona.

Por fim usou da palavra o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, Carlos de Jesus que em breves palavras salientou, em nome do executivo que lidera, o apoio que dentro das possibilidades esta autarquia dará à aldeia do Soito, bem como às restantes aldeias da freguesia.

O festival continuou pela tarde e noite contando, para além da gastronomia variada e também de um magusto, com um espectáculo variado, incluindo, o Rancho Folclórico Serra do Ceira, o Fado cantado por Ana Laia, acompanhada à viola por Paulo Vitorino e à guitarra por José Henriques dos Santos, bem como espectáculos de malabarismo, com o grupo Kamones e espectáculo de fogo intitulado o circo da terra, a cargo dos nossos vizinhos e amigos Rosie e Josh.

Às entidades oficiais presentes, a todos os artistas, a todos os nossos associados presentes e em especial aos que estiveram envolvidos na organização, aos artesãos e vendedores de produtos regionais, bem como ao número significativo de pessoas de várias nacionalidades que ali estiveram presentes, o nosso muito obrigado.

Para o próximo ano prometemos fazer ainda melhor.

António Duarte 





























domingo, 20 de fevereiro de 2011

Assembleia – Geral (2011 um ano essencial para o futuro do Soito)

No próximo dia 24 de Fevereiro Quinta-Feira), pelas  21H00, reúne na Casa do Concelho de Góis, na Rua de Santa Marta, em Lisboa, a Assembleia-Geral Ordinária da CM do Soito, que para além da prestação de contas relativamente a 2010, incluirá a eleição dos corpos directivos para 2011, bem como a discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para 2011 e de outros assuntos de interesse para o futuro da aldeia.
Trata-se de um importante encontro de debate dos assuntos que afectam a nossa aldeia e dos projectos que iremos apresentar com vista a garantir e melhorar o seu futuro e por isso gostaríamos de contar com a presença de todos os nossos associados e amigos, embora apenas os primeiros tenham capacidade de decisão relativamente aos assuntos que serão abordados.
O Soito é já hoje uma das aldeias mais conhecidas e apreciadas no Concelho de Góis e na região, pelo enorme esforço que tem sido feito da recuperação e preservação do património particular e colectivo e esse esforço é ainda mais assinalável quando, num ano de crise como o que atravessamos, se continua a assistir ao incremento da reconstrução em xisto de habitações particulares e ao nível colectivo prevemos concluir o “projecto de valorização do espaço público”, para além de outras pequenas obras ou arranjos que consideramos essenciais.
A Câmara Municipal de Góis irá também requalificar a rede de água de abastecimento ao domicílio, substituindo a actual rede completamente degradada e que não permite o abastecimento adequado, tanto ao nível quantitativo, como qualitativo, numa aldeia que apesar de tudo, irá ter este ano cerca de 40 contadores de água ligados.
Por tudo isto e porque o Soito adquiriu recentemente 5 novos moradores jovens (o mais velho com 40 anos e o mais novo com 2 anos), situação muito rara nas aldeias serranas como a nossa, consideramos que nos devemos orgulhar da nossa aldeia, apoiando, na medida do possível, todos os que ali queiram viver, ou simplesmente utilizar a aldeia como destino de férias e fins-de-semana.

António Duarte



quarta-feira, 28 de julho de 2010

Património preservado - Espaço de Lazer a Eira

Quando as nossas aldeias eram densamente povoadas e a actividade agrícola era intensa, a generalidade das aldeias dispunha um espaço colectivo para a debulha do centeio, designado de “Eira”.

Por norma, era um espaço com chão de rocha suficientemente dura e previamente alisada, para onde, após a ceifa, o centeio era transportado em pequenos molhos, às costas, à cabeça, ou em carros de bois, para ali ser debulhado.

A utilização de um espaço ao ar livre, em detrimento dos soalhos dos palheiros ou mesmo das casas de habitação, feitos em madeira, onde se debulhava o milho, devia-se ao facto deste cereal ser mais difícil de extrair do que aquele, exigindo que a debulha se efectuasse nas horas de maior calor e mediante a utilização de uma ferramenta adequada, concretamente o mangualde, cujo manuseio exigia espaço e altura adequados.

Efectuada a “malha” ou “malhada” do centeio, os grãos eram estendidos ao sol para secagem, a fim de adquirirem a dureza necessária à moagem, sendo então guardados nas arcas, à semelhança do milho, a fim de serem moídos e utilizados durante o ano, para juntamente com a farinha de milho, fazer a broa, que era o alimento base dos povos da nossa zona.

Por sua vez a palha de centeio tinha também várias utilizações que iram desde o enchimento dos colchões para as camas (como eles picavam), à sua colocação nas caldeias dos alambiques no âmbito do fabrico de aguardentes, a fim de que a “massa” não agarrasse, à cobertura de currais ou mesmo como pasto para os animais durante o Inverno.

Tanto quanto me lembro, a “Eira” do Soito, foi utilizada até finais dos anos 60 do século passado, data a partir da qual foi abandonada, quer porque nessa altura o centeio já era mais escasso, devido à desertificação humana, mas sobretudo, porque foi então construída a actual estrada rodoviária, que destruiu cerca de metade da sua área.

Este espaço situa-se a cerca de 50 metros do início da aldeia, do lado direito, no percurso Colmeal – Soito (antes era cruzado pela estrada de carros de bois entre o Soito e o Colmeal), e devido à sua destruição parcial e entulhamento pelos resíduos trazidos pela levada ao longo de cerca de 40 anos, estava irreconhecível até há cerca de 2 anos, quando iniciámos as obras destinada a dar alguma dignidade ao local, preservando a memória colectiva e construindo ali um pequeno espaço de lazer.

Durante o ano de 2009 e contando e mediante a colaboração da arquitecta paisagista Liliana Santos, dirigente local da CM do Soito, bem como com a colaboração de outros profissionais qualificados, o espaço da antiga Eira que sobreviveu à passagem da actual estrada (cerca de ½ do inicial), acrescido de uma pequena parcela de terreno que nos foi cedida pelo nosso associado e dirigente Carlos Alberto do Santos de Almeida, ganhou nova dignidade.

O aproveitamento daquele espaço, onde foram gastos cerca de 4.000,00€, envolveu o desentulhamento da antiga Eira e do terreno que lhe foi acrescido, a construção de muros laterais de suporte, a construção de uma cascata alimentada pela levada que atravessa a aldeia, a construção de bancos em pedra, canteiros e estrutura de ensombramento em madeira tratada, bem como a plantação de trepadeiras. Para a conclusão total faltam apenas alguns arranjos ao nível da entrada e a devida sinalização para que seja vista por quem passa na estrada.

Estamos certos que os nossos antepassados, para quem aquele espaço teve outra utilidade, ficariam satisfeitos pelo aspecto que o mesmo actualmente apresenta, conforme se demonstra pelas fotos seguintes:






António Duarte

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Soito - uma aldeia com entradas convidativas

Entradas do Soito

De certa forma podemos dizer que a entrada de uma aldeia nos diz um pouco daquilo que ela será por dentro, o que nem sempre é verdade, face à existência de condicionantes específicas, como é o caso das construções particulares, por vezes desinseridas da traça arquitectónica da zona.

De qualquer modo e tendo como ponto de partida as referidas limitações, muito poderemos fazer para melhorar as entradas / saídas das nossas aldeias, assumindo aqui o tal papel de “regionalistas à moda antiga”, até porque dificilmente as nossas autarquias têm condições para embelezar, adequadamente, um multiplicidade de aldeias espalhadas pela serra, concentrando, por norma, esse esforço, nas sedes Concelhias e nas sedes das freguesias mais importantes.

É neste sentido que, estando a aldeia do Soito envolvida num processo de grande transformação ao nível da reconstrução tradicional, ao nível colectivo e individual e da valorização do património colectivo, nos vimos preocupando, também, com o seu aspecto exterior, a fim de que apresente um aspecto atractivo para quem nos visita, mas também para todos os que passam na estrada municipal Góis / Fajão, que assim ficarão com imagem de uma aldeia cuidada, que convida a uma visita ao seu interior.

Nesta linha de raciocínio, iniciámos, há cerca de 5 anos um processo de melhoria das bermas da referida estrada municipal, com a plantação de várias árvores na direcção Soito-Fajão-Malhada (castanheiros, cerejeiras e figueiras), ao mesmo tempo que na Direcção Soito-Colmeal-Góis, recorremos a uma empresa de jardinagem então existente na zona, que ali plantou várias espécies de arbustos e plantas, que dão uma beleza ímpar às referidas bermas, especialmente na Primavera e no Verão.

De referir, também, que a manutenção destes espaços, que em breve serão ampliados, implica a limpeza das bermas (este ano numa maior extensão por parte da Junta de Freguesia do Colmeal), bem como a rega durante o Verão, o que actualmente é feito por um sistema de rega gota a gota, accionado automaticamente, cujos custos iniciais são largamente compensados pelos benefícios futuros.

Por fim não podemos deixar de referir que o actual executivo da Junta de Freguesia do Colmeal procedeu, também, à plantação de várias cerejeiras nas entradas do Soito, bem como noutras aldeias, garantindo a sua manutenção, o que nos parece ser um aspecto bastante positivo para a atractividade das nossas aldeias, sendo também de salientar

Para ilustrar o que acabámos de referir, vejamos as fotos seguintes feitas há cerca de 2 semanas.




António Duarte




sábado, 12 de junho de 2010

Memórias do Soito e do Colmeal - Espólio de António Marques de Almeida (Comeal)

Na sequência do texto e fotos que aqui publicámos no passado dia 2010/06/05, sobre alguns aspectos da vida de Adelino Brás de Almeida, nascido no Soito em 1879 e que no Colmeal teve estabelecimento de mercearias, vinhos e miudezas e oficina de sapateiro, publicamos agora mais algumas fotos de deste nosso conterrâneo e respectiva família, esperando que estas publicações sejam um estímulo para que alguns dos nossos “leitores” que disponham de material idêntico o disponibilizem, também,  para publicação.

É que a História do Soito, bem como a das restantes aldeias da nossa zona faz-se, sobretudo, pela história das pessoas que ali nascerem e/ou viveram e que, aprendendo com a dureza da vida nas nossas terras, se tornaram seres humanos de grande capacidade e iniciativa, capazes de vencer em qualquer em qualquer parte do mundo para onde se deslocaram, sem nunca esquecerem o seu torrão natal.


Guia de inspecção militar de António Brás de Almeida


Livro de registo do estabelecimento com anotações do direito às água de rega nas terras da "quinta"





Fotos de família: da esquerda para a direita – Virgínia e netos (os 3 irmãos mais velhos de António Marques de Almeida); Adelino e Virgínia; filha e três netos.



Batizado


Ainda com base na informação que nos foi cedida por António Marques de Almeida, o próximo texto a publicar falará um pouco de António Martins Mendes, natural do Soito e que também teve uma importante participação no regionalismo, através da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

António Duarte

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Saúde do Concelho de Góis na Casa Regional

Intervenções de profissionais e da Presidente da Câmara


A Casa do Concelho de Góis, através do seu Conselho Regional, ocupou-se no passado sábado do "estado da saúde no concelho", convidando pessoas conhecedoras do assunto, como o Dr. Figueiredo Fernandes, presidente do Conselho Clínico do Agrupamento de Centro de Saúde do Pinhal Interior Norte (Lousã); Dr. Avelino Pedroso, vogal do mesmo Conselho Clínico; Dr. Manuel Gama, clínico geral no sector privado no Concelho de Góis; e a Drª Maria de Lurdes Castanheira, presidente da Câmara Municipal de Góis.

A Casa estava razoavelmente cheia, apesar de àquela mesma hora, ali ao lado, no Marquês de Pombal e Avenida da Liberdade, uma multidão de muitos milhares de pessoas se preparassem para a manifestação organizada pela C.G.T.P contra as políticas do governo, designadamente subida de impostos. Mas os regionalistas interessam-se sobretudo por aquilo que às suas terras diz respeito e pela assistência à saúde nessa região do interior do País, que sempre foi uma preocupação dos rurais.

Constituída a mesa pelos referidos convidados e ainda pelo vice-presidente do Conselho Regional, Dr. Fernando Cunha, o presidente do mesmo Conselho Regional da Casa, Dr. Luís Martins, saudou e agradeceu a presença de convidados e explicou as razões e oportunidade aquele encontro e aquilo que lhe estava inerente.

Interveio em primeiro lugar, o Dr. Figueiredo Fernandes, que começou por agradecer a presença da presidente da Câmara de Góis, cuja colaboração é muito importante para os profissionais de saúde. Analisou a importância do médico de família (ter um médico desde que se nasce até que se morre), e fez uma análise o mais completa possível sobre a saúde e a medicina na área do Pinhal Interior Norte, que abrange oito Concelhos da Beira Serra, em que estão incluídos os da nossa antiga comarca. Enalteceu o que se tem conseguido após o 25 de Abril na área do serviço nacional de família com a participação do poder local.

O Dr. Avelino Pedroso, vice-presidente da Câmara de Arganil, ocupou-se de aspectos sociais e administrativos naquela área dos 8 concelhos, citando números e percentagens, salientando a baixa percentagem de natalidade que se tem verificado e um grande índice de envelhecimento que exige acrescidos cuidados de saúde. Citou diversos indicadores de saúde e recordou os avanços que se tem conseguido ao evitar mais mortalidade infantil, havendo todavia um longo caminho a percorrer no que se refere ao tratamento e utilização de esgotos e também no abastecimento de água. Citou números de - profissionais de saúde e unidades de internamento. De seguida interveio o Dr. Manuel Gama, que sublinhou que a medicina particular, que tem exercido nos concelhos de Góis e de Arganil, ainda é cara para os utentes que têm de pagar os exames necessários, acrescentando que nos devemos voltar mais para a acção da saúde preventiva.

A presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, felicitou o Conselho Regional da Casa de Góis por esta iniciativa e saudou os presentes, designadamente os representantes das colectividades regionalistas, sempre interessados pelas coisas das suas terras e especialmente no que se refere à assistência na saúde. Enalteceu as intervenções dos médicos intervenientes e salientou o facto de termos em Góis, o Dr. Manuel Gama como médico residente.

Afirmou que a Câmara está sempre preocupada com a assistência à saúde no Concelho, aludindo à situação na área de cada uma das cinco freguesias.

O Dr. Figueiredo Fernandes manifestou a sua simpatia pela acção da presidente da Câmara de Góis e pelas palavras dirigidas ao Dr. Manuel Gama. Realçando os riscos e urgência quando se trata, por exemplo, de um A.V.C, e da importância que nisso têm as acessibilidades, citando a reconstrução da estrada 342, que é para nós mais urgente que o TGV". Concluiu apontando o avanço que se tem conseguido na diminuição das taxas de mortalidade infantil, assim como na mortalidade materna.

O Dr. Fernando Cunha, farmacêutico, fez algumas oportunas considerações sobre medicamentos, que também irão ficar mais caros com a subida dos impostos.

O tema mereceu o maior interesse dos presentes, havendo um período de perguntas, designadamente por parte do Dr. Álvaro Henriques de Almeida (Mega Cimeira), João Reis (Cortes) e Victor Marques (AIvares), a freguesia mais distante de Góis e muito ligada a Pedrogão Grande, e ainda de Victor Manuel Nogueira Dias (Vító)." que respondeu o Dr. Figueiredo Fernandes.

O presidente da direcção da Casa de Góis, José Dias, agradeceu por fim aos intervenientes neste debate, que despertou muito interesse e convidou-os para um beberete no Bar da Casa.



António Lopes Machado

in Jornal de Arganil, 3/06/2010

sábado, 5 de junho de 2010

Uma Jornada às memórias de Góis - Visita ao Espaço Museológico do Soito em 12 de Julho

No há património sem memória. A memória perde-se no tempo se não a preservamos. Os espaços museológicos são locais privilegiados para preservar as memórias, o património das comunidades.


Góis é um concelho com uma riqueza inquestionável, que transparece nas sensações e cores patentes na sua biodiversidade paisagística; nos saberes e tradições que resistem à dureza do tempo; no património de cariz histórico, arqueológico, arquitectónico e etnográfico que engrandece a sua cultura.

Nos últimos anos têm sido criados, muitas vezes por iniciativa de associações ou outras agremiações concelhias, um pouco por todo o concelho, núcleos museológicos com o mote comum de preservar e divulgar o vasto, rico e, grande parte das vezes desconhecido património cultural concelhio.

Com intuito de divulgar e dar a conhecer a riqueza cultural que estes núcleos museológicos encerram vai a Câmara Municipal de Góis promover, no dia 12 de Junho, uma visita

aos espaços museológicos do Concelho de Góis, no período entre as 09h30 e as 15h30, devendo os interessados contactar o Posto de Turismo de Góis para efeitos de inscrição e outras informações.

Esta iniciativa contempla a visita à Colecção Museológica de Góis, Núcleo Museológico da Cabreira, Núcleo Museológico do Soito, Núcleo Museológico do Esporão, Museu Paroquial de Arte Sacra e Casa do Ferreiro.

Gabinete de Imprensa CMG