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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Soito - a CM Góis pede reconhecimento como aldeia de xisto

A Câmara Municipal de Góis solicitou às entidades competentes a integração do Soito na rede de aldeias de xisto, conforme extrato da Ata da reunião da CM Góis de 10 de janeiro de 2012, que a seguir se publica:



“2.5. COMISSÃO DE MELHORAMENTOS DO SOITO/INTEGRAÇÃO NAREDE DAS ALDEIAS DO XISTO E NOS PROJETOS DE ANIMAÇÃO DASALDEIAS - A senhora Presidente deu conhecimento ao Executivo do interesse manifestado pela Comissão de Melhoramentos do Soito em integrar a aldeia de Soito na Rede das Aldeias do Xisto, bem como, nos Projetos de Animação das Aldeias, tendo informado das diligências tomadas junto das Entidades competentes para o efeito, referindo que se aguarda pela resposta dessas mesmas Entidades.

O senhor Vereador Diamantino Jorge Simões Garcia referiu que a aldeia do Soito poderia primar pela diferença, naturalmente naquilo que está padronizado nas aldeias do xisto, nomeadamente no que concerne ao tipo de produtos que se oferece a quem por ali passa, sendo sua opinião que esta aldeia poderia ter uma dinamização diferente”.

Vamos esperar que este sonho se torne uma realidade para a nossa aldeia, pois esta seria a melhor forma de assegurar o seu futuro, assegurando condições para que pessoas jovens ali possam residir.

António Duarte

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Assembleia – Geral (2011 um ano essencial para o futuro do Soito)

No próximo dia 24 de Fevereiro Quinta-Feira), pelas  21H00, reúne na Casa do Concelho de Góis, na Rua de Santa Marta, em Lisboa, a Assembleia-Geral Ordinária da CM do Soito, que para além da prestação de contas relativamente a 2010, incluirá a eleição dos corpos directivos para 2011, bem como a discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para 2011 e de outros assuntos de interesse para o futuro da aldeia.
Trata-se de um importante encontro de debate dos assuntos que afectam a nossa aldeia e dos projectos que iremos apresentar com vista a garantir e melhorar o seu futuro e por isso gostaríamos de contar com a presença de todos os nossos associados e amigos, embora apenas os primeiros tenham capacidade de decisão relativamente aos assuntos que serão abordados.
O Soito é já hoje uma das aldeias mais conhecidas e apreciadas no Concelho de Góis e na região, pelo enorme esforço que tem sido feito da recuperação e preservação do património particular e colectivo e esse esforço é ainda mais assinalável quando, num ano de crise como o que atravessamos, se continua a assistir ao incremento da reconstrução em xisto de habitações particulares e ao nível colectivo prevemos concluir o “projecto de valorização do espaço público”, para além de outras pequenas obras ou arranjos que consideramos essenciais.
A Câmara Municipal de Góis irá também requalificar a rede de água de abastecimento ao domicílio, substituindo a actual rede completamente degradada e que não permite o abastecimento adequado, tanto ao nível quantitativo, como qualitativo, numa aldeia que apesar de tudo, irá ter este ano cerca de 40 contadores de água ligados.
Por tudo isto e porque o Soito adquiriu recentemente 5 novos moradores jovens (o mais velho com 40 anos e o mais novo com 2 anos), situação muito rara nas aldeias serranas como a nossa, consideramos que nos devemos orgulhar da nossa aldeia, apoiando, na medida do possível, todos os que ali queiram viver, ou simplesmente utilizar a aldeia como destino de férias e fins-de-semana.

António Duarte



quinta-feira, 15 de julho de 2010

Soito - uma aldeia com entradas convidativas

Entradas do Soito

De certa forma podemos dizer que a entrada de uma aldeia nos diz um pouco daquilo que ela será por dentro, o que nem sempre é verdade, face à existência de condicionantes específicas, como é o caso das construções particulares, por vezes desinseridas da traça arquitectónica da zona.

De qualquer modo e tendo como ponto de partida as referidas limitações, muito poderemos fazer para melhorar as entradas / saídas das nossas aldeias, assumindo aqui o tal papel de “regionalistas à moda antiga”, até porque dificilmente as nossas autarquias têm condições para embelezar, adequadamente, um multiplicidade de aldeias espalhadas pela serra, concentrando, por norma, esse esforço, nas sedes Concelhias e nas sedes das freguesias mais importantes.

É neste sentido que, estando a aldeia do Soito envolvida num processo de grande transformação ao nível da reconstrução tradicional, ao nível colectivo e individual e da valorização do património colectivo, nos vimos preocupando, também, com o seu aspecto exterior, a fim de que apresente um aspecto atractivo para quem nos visita, mas também para todos os que passam na estrada municipal Góis / Fajão, que assim ficarão com imagem de uma aldeia cuidada, que convida a uma visita ao seu interior.

Nesta linha de raciocínio, iniciámos, há cerca de 5 anos um processo de melhoria das bermas da referida estrada municipal, com a plantação de várias árvores na direcção Soito-Fajão-Malhada (castanheiros, cerejeiras e figueiras), ao mesmo tempo que na Direcção Soito-Colmeal-Góis, recorremos a uma empresa de jardinagem então existente na zona, que ali plantou várias espécies de arbustos e plantas, que dão uma beleza ímpar às referidas bermas, especialmente na Primavera e no Verão.

De referir, também, que a manutenção destes espaços, que em breve serão ampliados, implica a limpeza das bermas (este ano numa maior extensão por parte da Junta de Freguesia do Colmeal), bem como a rega durante o Verão, o que actualmente é feito por um sistema de rega gota a gota, accionado automaticamente, cujos custos iniciais são largamente compensados pelos benefícios futuros.

Por fim não podemos deixar de referir que o actual executivo da Junta de Freguesia do Colmeal procedeu, também, à plantação de várias cerejeiras nas entradas do Soito, bem como noutras aldeias, garantindo a sua manutenção, o que nos parece ser um aspecto bastante positivo para a atractividade das nossas aldeias, sendo também de salientar

Para ilustrar o que acabámos de referir, vejamos as fotos seguintes feitas há cerca de 2 semanas.




António Duarte




sábado, 12 de junho de 2010

Memórias do Soito e do Colmeal - Espólio de António Marques de Almeida (Comeal)

Na sequência do texto e fotos que aqui publicámos no passado dia 2010/06/05, sobre alguns aspectos da vida de Adelino Brás de Almeida, nascido no Soito em 1879 e que no Colmeal teve estabelecimento de mercearias, vinhos e miudezas e oficina de sapateiro, publicamos agora mais algumas fotos de deste nosso conterrâneo e respectiva família, esperando que estas publicações sejam um estímulo para que alguns dos nossos “leitores” que disponham de material idêntico o disponibilizem, também,  para publicação.

É que a História do Soito, bem como a das restantes aldeias da nossa zona faz-se, sobretudo, pela história das pessoas que ali nascerem e/ou viveram e que, aprendendo com a dureza da vida nas nossas terras, se tornaram seres humanos de grande capacidade e iniciativa, capazes de vencer em qualquer em qualquer parte do mundo para onde se deslocaram, sem nunca esquecerem o seu torrão natal.


Guia de inspecção militar de António Brás de Almeida


Livro de registo do estabelecimento com anotações do direito às água de rega nas terras da "quinta"





Fotos de família: da esquerda para a direita – Virgínia e netos (os 3 irmãos mais velhos de António Marques de Almeida); Adelino e Virgínia; filha e três netos.



Batizado


Ainda com base na informação que nos foi cedida por António Marques de Almeida, o próximo texto a publicar falará um pouco de António Martins Mendes, natural do Soito e que também teve uma importante participação no regionalismo, através da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

António Duarte

sábado, 5 de junho de 2010

Memórias do Soito e da Freguesia do Colmeal – contributos de António Marques de Almeida

Quando iniciámos este BLOG solicitámos aos nossos “leitores” para nos enviarem fotos de pessoas Soito ou de alguma forma relacionadas com a aldeia, histórias, notícias ou outros elementos importantes relacionados com aldeia e/ou com o regionalismo.

Infelizmente e até ao momento, apenas tivemos “feedback” de uma pessoa que não sendo do Soito, tem também origens na nossa aldeia e é sem dúvida uma das pessoas que conheço, com ligações à nossa Freguesia, que mais preserva a memória dos seus antepassados e ao mesmo tempo aspectos importantes do passado colectivo das nossas aldeias.

O espólio de documentação e de fotos que dispõe, muito do qual já publicado no BLOG da União Progressiva da Freguesia do Colmeal (http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/) e no seu BLOG pessoal (http://sol.sapo.pt/blogs/guayaes), bem como a divulgação da nossa Freguesia na sua página no FACEBOOK, são disso prova irrefutável.

António Marques de Almeida, filho de naturais do Colmeal, é de facto um cidadão do mundo, fruto da diáspora portuguesa que levou também muitos dos nossos conterrâneos para fora do país em busca de melhores condições de vida. Nasceu na Venezuela, onde viveu até boa parte da sua vida, tendo-se posteriormente fixado em Lisboa, onde actualmente vive.

Visita com frequência o Colmeal e as outras aldeias da Freguesia, sempre acompanhado da sua inseparável máquina fotográfica.

A imagem que tenho do António é de uma pessoa que busca incessantemente o conhecimento das suas origens e da cultura das nossas terras, divulgando-a através dos meios electrónicos hoje disponíveis, para além de quaisquer rivalidades entre aldeias, até porque, no fundo, toda a Freguesia do Colmeal tem uma cultura comum e também, em termos populacionais, não passa de uma pequena aldeia.

Para esta perspectiva de olhar a Freguesia do Colmeal como um todo, terá contribuído também, certamente, o facto do seu avô materno Adelino Brás de Almeida ser natural do Soito, e a sua avó materna Virgínia de Jesus, natural de Ádela.

Fazendo jus ao que acabámos de referir o António Marques de Almeida, forneceu-nos material importante que para publicação neste BLOG (fotos e outra documentação relacionadas com pessoas do Soito), bem como algum do espólio do seu avô Adelino Brás de Almeida, que ainda que de forma provisória já se encontra exposto no Espaço Museológico do Soito.

Nesta primeira publicação do material que fez o favor de nos enviar, falemos então de Adelino Brás de Almeida.


Adelino e Virgínia

Adelino Brás de Almeida era natural do Soito, onde nasceu em 3 de Fevereiro de 1879, filho de António Domingos e Maria Isabel. Esteve emigrado nos Estados Unidos da América e regressou a Portugal em 1907, casou com uma senhora do Colmeal, de nome Maria José.

Após ter ficado viúvo da primeira mulher, casou com Virgínia de Jesus de Almeida em 1924, tendo tido duas filhas, uma de nome Virgínia de Almeida, mãe do António que nos forneceu esta informação e outra de nome Beatriz que faleceu ainda jovem.

Tinha a profissão de sapateiro e no Colmeal, junto à antiga capela de São Nicolau (actualmente Centro Paroquial), dispunha de um estabelecimento polivalente – de um lado um estabelecimento de mercearias, vinhos e miudezas e do outro a oficina de sapateiro.

A sua actividade de sapateiro era aliás referenciada no Anuário Comercial do Concelho de Góis, de 1910, na parte respeitante à Freguesia do Colmeal (publicado no BLOG da UPFC em 2009/07/21 - in http:museudoesporao.blogspot.com).



Segundo o neto António, Adelino Brás de Almeida deslocava-se numa égua pela freguesia e pelos outros lugares da zona, a fim de levar e receber o calçado para consertar ou tirar as medidas para confeccionar sapatos e botas à medida dos fregueses. A numeração do calçado correspondia ao número de pontos utilizados na sua feitura.

Apesar de lamentar o facto de seus pais não terem valorizado o espólio deixado pelo avô, António Marques de Almeida, encontrou ainda um conjunto importante de objectos, sobretudo ligados à profissão de sapateiro, que depois de devidamente anotados ofereceu ao Espaço Museológico do Soito, onde estão expostos ainda de forma provisória.

De seguida publicam-se algumas fotos dos mesmos objectos que também nos foram remetidas pelo António Marques de Almeida.







António Duarte